terça-feira, 15 de novembro de 2011

Após assistir " Sempre ao seu lado "

...Eu havia perdido uma companheira. Aquela doce companhia diária já não seria mais presente. Todos os dias eu costumava despedir-me dela com um cheirinho e um amoroso cafuné, e sentia uma imensa saudade incomodar meu peito mesmo estando a centímetros dela. Era como se já sentisse a dor dessa perda.
Naquele dia foi diferente, era imensa a vontade de ficar mais tempo ali abaixada tentando decifrar o que me diziam aqueles olhinhos tristes fixados em mim. Ela estava deitada, despojada de si, sem forças.
Penso que enquanto recebia minhas carícias ela se recordava de todos os momentos os quais esteve ao lado de minha família. O sufoco que passou quando por brincadeira me lançou do alto de um muro, eu que deveria ter uns dois anos de idade. A alegria de retirar as chaves debaixo da porta, usando as patinhas de maneira certeira, depois de várias e frustradas tentativas de meus pais. Deve ter lembrado as inúmeras vezes que se soltava da coleira e corria morro abaixo, e se emocionado ao rever as cenas em que eu estava na garagem de casa rezando e pedindo a Deus “por favor traz minha cachorrinha de volta...” Aquela mandona, atrevida, pirracenta, barulhenta... a minha Lila.
Eu me despedi. De forma inexplicável senti que seria a última vez. Mais tarde, recebi a notícia. Chorei, chorei, chorei, chorei. Muito mais do que estou chorando agora ao expressar em palavras as minhas emoções e memórias. Saudade. Já se passaram 7 anos e ainda sinto falta, ainda sonho com a minha pequenininha. Minha Cocker vira-lata, minha Xuxa...

Lila, minha amiga! Obrigada por ter estado presente em minha infância e em parte de minha adolescência. Eu ainda sinto a sua presença conosco. Te amo bebê di mamãe.

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