quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Experiência

Genteee eu achei esse texto o máximo.. portanto ele tem um lugarzinho em meu blog. O encontreino blog quarto mundo ( Willy)
Leiam!

“Em um processo de seleção da Volkswagen, os candidatos deveriam responder a seguinte pergunta: "Você tem experiência?" A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos. Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e ele com certeza será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia, e acima de tudo por sua alma.



Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela para de chorar, já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo. Já quis ser astronauta, violinista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo. Já confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro,já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de esquecer.Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já cai da escada de bunda.Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa para sempre, e voltei no outro instante.Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até senti dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei o meu lugar.Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.
Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim.Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um "para sempre" pela metade.Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pela lente da emoção, guardados num baú, chamado coração.E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: "Qual a sua experiência?". Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência...experiência...Será que ser "plantador de sorrisos" é uma boa experiência?Não!Talvez eles não saibam ainda colher sonhos! Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou essa pergunta:
"Experiência? Quem a tem,se a todo o momento tudo se renova?"


So... what about you? ;)

E foi assim, um encontro inesperado. VI

Um romance a minha maneira


O corredor que dava acesso aos escritórios de recursos humanos estava vazio. Apenas Ana e Gerard passariam por ele. Os dois caminharam conversando sobre o projeto. Incrivelmente a partir daquele dia estariam ligados de uma forma ou de outra. Ele proporcionaria lazer aos funcionários e a responsabilidade dela era criar as estratégias de promoção de saúde dentro da empresa. Precisariam trabalhar juntos e isso animou aos dois.
À porta da sala, Ana encostou-se à porta. Não estava cansada, era apenas uma de suas meigas manias. Vigiou os passos de seu amado e alegrou-se e ao vê-lo entrar no escritório bem a sua frente.
O olhar de ambos ora se fixava no computador ora acima dele. Infelizmente a visão clara das salas era impedida por uma pilastra em mármore. Entre as conversas sérias e extremamente profissionais pelo Skype, Gerard soltava umas piadinhas, das quais Ana sempre se recordava e sorria.
Alguns dias se passaram e Gerard parecia ter se distanciado. Será que fiz alguma coisa? O que falei de errado? Ana se questionava. Não compreendia o porquê daquela mudança repentina. Como um insight lembrou-se da aliança em sua mão direita. Céus como pude me esquecer? Ela estava tão envolvida com as memórias de seu namorico de infância, tão deslumbrada com a beleza e educação de seu primeiro amor, que se esquecera desse fato marcante: ele era compromissado.