Um romance a minha maneira
O corredor que dava acesso aos escritórios de recursos humanos estava vazio. Apenas Ana e Gerard passariam por ele. Os dois caminharam conversando sobre o projeto. Incrivelmente a partir daquele dia estariam ligados de uma forma ou de outra. Ele proporcionaria lazer aos funcionários e a responsabilidade dela era criar as estratégias de promoção de saúde dentro da empresa. Precisariam trabalhar juntos e isso animou aos dois.
À porta da sala, Ana encostou-se à porta. Não estava cansada, era apenas uma de suas meigas manias. Vigiou os passos de seu amado e alegrou-se e ao vê-lo entrar no escritório bem a sua frente.
O olhar de ambos ora se fixava no computador ora acima dele. Infelizmente a visão clara das salas era impedida por uma pilastra em mármore. Entre as conversas sérias e extremamente profissionais pelo Skype, Gerard soltava umas piadinhas, das quais Ana sempre se recordava e sorria.
Alguns dias se passaram e Gerard parecia ter se distanciado. Será que fiz alguma coisa? O que falei de errado? Ana se questionava. Não compreendia o porquê daquela mudança repentina. Como um insight lembrou-se da aliança em sua mão direita. Céus como pude me esquecer? Ela estava tão envolvida com as memórias de seu namorico de infância, tão deslumbrada com a beleza e educação de seu primeiro amor, que se esquecera desse fato marcante: ele era compromissado.
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