Gente,estou numa correira danada! Mas eu tive que trazer esse texto a vocês.. Principalmente para os leitores amantes da Psicologia.
" Uma pessoa é uma coisa muito complica, somos o nooda. Mais complicado do que uma pessoa, só duas. Três então, é um caos. Quando não é um drama passional. Mas as pessoas só se definem no seu relacionamento com as outras. Ninguém é o que pensa que é (...) Ou seja, ninguém é nada sozinho, somos o nosso comportamento com o outro." ( Luíz Fernando Veríssimo)
Pois é, pois é, pois é!
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
É, eu sou assim...
"Eu escolhi para minha vida o caminho do amor não importam as dores, as angústias nem as decepções que vou ter de encarar, escolhi ser verdadeira. No meu caminho, o abraço é apertado, o aperto de mão é sincero, por isso, não estranhe a minha maneira de sorrir, de lhe desejar o bem, sou aquela pessoa que acredita no bem, que vive no bem e que anseia o bem. Não estranhe se eu me emocionar com a sua história, se eu chorar junto com você, afinal de contas, somos gente e gente que fez a opção pelo bem. É assim que eu enxergo a vida, e é só assim que eu acredito que valha a pena viver, viver com emoção, com verdade."
CRISTINA ARANTES
Gente, que texto mais lindo... Eu escolhi ser assim e você? Espero que sim!
CRISTINA ARANTES
Gente, que texto mais lindo... Eu escolhi ser assim e você? Espero que sim!
Certas pessoas...
"Certas pessoas tem o dom de cativar, o dom de alegrar, o dom de reunir sorrisos... Tem ainda o dom de serem constantemente presentes mesmo quando a distancia e o tempo nao permitem proximidades..." By Mirlaine Lima
Sabrina minha prima linda que tanto amo, Luana, Patrícia e as meninas da Recreio, Janaína Ávila... pedacinhos de mim que estão por aí... I miss You!
Sabrina minha prima linda que tanto amo, Luana, Patrícia e as meninas da Recreio, Janaína Ávila... pedacinhos de mim que estão por aí... I miss You!
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Eu sei o que é infância! Pude ser criança da melhor maneira possível.
So... what about my experience?
Cá com meus botões, nessa noite fresca e enluarada eu recordo a minha infância.
Pensando bem, eu já fiquei de pés descalços pra senti-los queimando no chão quente.
Já levantei de madrugada apenas pra ter a certeza de que meu cachorro dormia bem.
Alimentei animais de rua. Já prometi, não cumpri e fiz beicinho quando não cumpriram o combinado comigo. Já menti segurando o nariz, é claro, não me tornaria uma “Pinóquio”.
Eu já fiz belém –belém , porém o nunca mais fico de bem durou menos que três minutos.
Já comi areia caindo da bicicleta e brinquei de ser paquita, tendo a certeza de que dançava melhor que Carla Perez e Sheila Melo juntas. Eu também já fui uma das três Espiãs de mais; acredite, eu tive poderes!
Já tentei dormir ouvindo Laura Pausini, mas o frio na barriga era tanto e a imaginação tão acelerada, que desisti. Eu já escrevi cartinhas de amor e acreditem! Era pro único amor da minha vida (naquela semana, ora bolas).
Já quis ser uma avestruz e me esconder de tanta vergonha que senti. Também já fui palhaça e fiz pessoas rirem até perderem as forças.
Eu já tive medo, senti as pernas tremerem e rezei o mais que pude. Quando a coisa apertou corri pra cama dos meus pais e me tranqüilizei como se ali nenhum mal pudesse me encontrar, pois eu sabia que o calor de seus corpos era minha melhor capa de proteção.
É, eu já acreditei em Papai Noel, mas o mandei pros Cafundós ao quinto ano sem ganhar meu Play Station. Já me lambuzei com Ovos de Páscoa, esperei ansiosa pelo presente do dia das crianças e por incrível que pareça consegui retirar da boca de uma amiga protestante uma Ave- Maria completa. É, acredite se quiser!
Eu já fui pra escola com a calça Jeans do lado avesso. Já pedi pelo amor de Deus pra não contarem meu segredo, se não ficaria de mal de novo e você já sabe por quanto tempo. Eu já Já mexi com pessoas no ponto de ônibus e gargalhei “horrores” por tentar e não conseguir fugir daquela chuva gelada!Também já fui uma excelente backvocal e cantei em plena Getúlio Vargas em alto e bom tom "Oh happy day..."
Eu já senti tristeza vendo pessoas especiais partirem. Já conheci o adeus e aprendi a amar como se o segundo seguinte não fosse chegar. Eu já perdoei. Conheci as muitas diferenças e tive que aceitá-las mesmo assim. Pois bem, já fui criança desajeitada e despreocupada. Tive sossego. Pude assistir ursinhos carinhosos, suspirar pelo Príncipe Encantado e pensar na morte da bezerra sem me preocupar com os deveres de casa.
Enfim eu vivi. Plenamente eu vivi!
Meu Deus, quanta coisa boa, que amizades lindas. Quantas brincadeiras, que infância eu tive!
Foram tantas coisas vividas e sonhadas que não caberiam numa biblioteca, apenas no coração.
Hoje, em meio à felicidade das lembranças e com lágrimas saudosas de gratidão, eu dedico esse texto a Emanuelle Roxana, Fernanda e Felipe Rodrigues, Kelvin e Kleiton, Anaianze e Antoni, Thainara Cristina, Juliana Camargo, Sara Jane e tantos outros que estiveram comigo em muitos desses momentos e se tornaram parte de mim.
Amo e tenho um carinho especial por cada um de vocês!
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Experiência
Genteee eu achei esse texto o máximo.. portanto ele tem um lugarzinho em meu blog. O encontreino blog quarto mundo ( Willy)
Leiam!
“Em um processo de seleção da Volkswagen, os candidatos deveriam responder a seguinte pergunta: "Você tem experiência?" A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos. Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e ele com certeza será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia, e acima de tudo por sua alma.
Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela para de chorar, já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo. Já quis ser astronauta, violinista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo. Já confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro,já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de esquecer.Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já cai da escada de bunda.Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa para sempre, e voltei no outro instante.Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até senti dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei o meu lugar.Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.
Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim.Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um "para sempre" pela metade.Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pela lente da emoção, guardados num baú, chamado coração.E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: "Qual a sua experiência?". Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência...experiência...Será que ser "plantador de sorrisos" é uma boa experiência?Não!Talvez eles não saibam ainda colher sonhos! Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou essa pergunta:
"Experiência? Quem a tem,se a todo o momento tudo se renova?"
So... what about you? ;)
Leiam!
“Em um processo de seleção da Volkswagen, os candidatos deveriam responder a seguinte pergunta: "Você tem experiência?" A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos. Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e ele com certeza será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia, e acima de tudo por sua alma.
Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela para de chorar, já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo. Já quis ser astronauta, violinista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo. Já confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro,já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de esquecer.Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já cai da escada de bunda.Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa para sempre, e voltei no outro instante.Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até senti dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei o meu lugar.Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.
Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim.Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um "para sempre" pela metade.Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pela lente da emoção, guardados num baú, chamado coração.E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: "Qual a sua experiência?". Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência...experiência...Será que ser "plantador de sorrisos" é uma boa experiência?Não!Talvez eles não saibam ainda colher sonhos! Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou essa pergunta:
"Experiência? Quem a tem,se a todo o momento tudo se renova?"
So... what about you? ;)
E foi assim, um encontro inesperado. VI
Um romance a minha maneira
O corredor que dava acesso aos escritórios de recursos humanos estava vazio. Apenas Ana e Gerard passariam por ele. Os dois caminharam conversando sobre o projeto. Incrivelmente a partir daquele dia estariam ligados de uma forma ou de outra. Ele proporcionaria lazer aos funcionários e a responsabilidade dela era criar as estratégias de promoção de saúde dentro da empresa. Precisariam trabalhar juntos e isso animou aos dois.
À porta da sala, Ana encostou-se à porta. Não estava cansada, era apenas uma de suas meigas manias. Vigiou os passos de seu amado e alegrou-se e ao vê-lo entrar no escritório bem a sua frente.
O olhar de ambos ora se fixava no computador ora acima dele. Infelizmente a visão clara das salas era impedida por uma pilastra em mármore. Entre as conversas sérias e extremamente profissionais pelo Skype, Gerard soltava umas piadinhas, das quais Ana sempre se recordava e sorria.
Alguns dias se passaram e Gerard parecia ter se distanciado. Será que fiz alguma coisa? O que falei de errado? Ana se questionava. Não compreendia o porquê daquela mudança repentina. Como um insight lembrou-se da aliança em sua mão direita. Céus como pude me esquecer? Ela estava tão envolvida com as memórias de seu namorico de infância, tão deslumbrada com a beleza e educação de seu primeiro amor, que se esquecera desse fato marcante: ele era compromissado.
O corredor que dava acesso aos escritórios de recursos humanos estava vazio. Apenas Ana e Gerard passariam por ele. Os dois caminharam conversando sobre o projeto. Incrivelmente a partir daquele dia estariam ligados de uma forma ou de outra. Ele proporcionaria lazer aos funcionários e a responsabilidade dela era criar as estratégias de promoção de saúde dentro da empresa. Precisariam trabalhar juntos e isso animou aos dois.
À porta da sala, Ana encostou-se à porta. Não estava cansada, era apenas uma de suas meigas manias. Vigiou os passos de seu amado e alegrou-se e ao vê-lo entrar no escritório bem a sua frente.
O olhar de ambos ora se fixava no computador ora acima dele. Infelizmente a visão clara das salas era impedida por uma pilastra em mármore. Entre as conversas sérias e extremamente profissionais pelo Skype, Gerard soltava umas piadinhas, das quais Ana sempre se recordava e sorria.
Alguns dias se passaram e Gerard parecia ter se distanciado. Será que fiz alguma coisa? O que falei de errado? Ana se questionava. Não compreendia o porquê daquela mudança repentina. Como um insight lembrou-se da aliança em sua mão direita. Céus como pude me esquecer? Ela estava tão envolvida com as memórias de seu namorico de infância, tão deslumbrada com a beleza e educação de seu primeiro amor, que se esquecera desse fato marcante: ele era compromissado.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
E foi assim, um encontro inesperado. V
Um romance a minha maneira.
A construção no prédio às vezes a impedia de fazer suas ligações diárias. Irritada, tentava não pensar no tempo que estava perdendo ali. Era uma moça sonhadora. Desejava viajar o mundo a começar pelos cantos pouco conhecidos do Brasil. Como não tinha dinheiro e muito menos coragem se contentava em assistir a séries de TV. O pedreiro se aproximou e o som da furadeira se tornou ensurdecedor. Pelo corredor, impaciente ela resmungava palavrões. Por sorte seu chefe não ouviu. Eufórico trazia as notícias de que fariam umas mudanças no setor da empresa. Coisas simples, apenas reposicionariam os setores.
Papéis, arquivos e coisas miúdas. Era uma sala branca com detalhes em lilás onde a decoradora, de muito bom gosto por sinal, posicionou uma fonte junto à imensa janela de vidros. Atenta aos detalhes e à organização, Ana nem percebeu que o seu novo escritório dava frente ao do novo colega de trabalho.
De olhos fechados repousou em sua poltrona de veludo bege. Estava cansada. Girando de um lado pro outro ouvia o barulho acolhedor das águas. Se abrisse os olhos nesse instante veria Gerard em silêncio reparar em sua brincadeira.
Pelo Skype, os funcionários foram chamados a comparecerem ao refeitório. O imenso bolo em homenagem aos 10 anos da empresa chamou a atenção de Ana que salivando ansiosa esperava pela primeira mordida. O diretor da empresa apresentou a todos o funcionário recém-chegado. Ela estremeceu-se, seus olhos brilharam. Propositalmente estava bem vestida e maquiada levemente de forma que a cor castanha de seus olhos se destacou pelos traços de Creon. A alguns metros Gerard conversava com outros homens, porém não deixava de retribuir aos flertes de Ana. Cena impactante. Se cupidos existem, suas flechas se acabaram naquele momento.
A construção no prédio às vezes a impedia de fazer suas ligações diárias. Irritada, tentava não pensar no tempo que estava perdendo ali. Era uma moça sonhadora. Desejava viajar o mundo a começar pelos cantos pouco conhecidos do Brasil. Como não tinha dinheiro e muito menos coragem se contentava em assistir a séries de TV. O pedreiro se aproximou e o som da furadeira se tornou ensurdecedor. Pelo corredor, impaciente ela resmungava palavrões. Por sorte seu chefe não ouviu. Eufórico trazia as notícias de que fariam umas mudanças no setor da empresa. Coisas simples, apenas reposicionariam os setores.
Papéis, arquivos e coisas miúdas. Era uma sala branca com detalhes em lilás onde a decoradora, de muito bom gosto por sinal, posicionou uma fonte junto à imensa janela de vidros. Atenta aos detalhes e à organização, Ana nem percebeu que o seu novo escritório dava frente ao do novo colega de trabalho.
De olhos fechados repousou em sua poltrona de veludo bege. Estava cansada. Girando de um lado pro outro ouvia o barulho acolhedor das águas. Se abrisse os olhos nesse instante veria Gerard em silêncio reparar em sua brincadeira.
Pelo Skype, os funcionários foram chamados a comparecerem ao refeitório. O imenso bolo em homenagem aos 10 anos da empresa chamou a atenção de Ana que salivando ansiosa esperava pela primeira mordida. O diretor da empresa apresentou a todos o funcionário recém-chegado. Ela estremeceu-se, seus olhos brilharam. Propositalmente estava bem vestida e maquiada levemente de forma que a cor castanha de seus olhos se destacou pelos traços de Creon. A alguns metros Gerard conversava com outros homens, porém não deixava de retribuir aos flertes de Ana. Cena impactante. Se cupidos existem, suas flechas se acabaram naquele momento.
E foi assim, um encontro inesperado. IV
Um romance à minha maneira.
O trajeto entre a veterinária e o serviço não era muito longo. Enquanto observava as árvores no canteiro da estrada, Ana se lembrava da infância. Como era atrevida. Subia em árvores, jogava pingue-pongue e batia nos meninos maldosos. Sempre assim, uma justiceira.
Chegou à porta do prédio. Desceu do carro sentindo o toque leve da brisa matutina. Algo bom aconteceria, afirmou. Ouviu vozes no salão de reuniões enquanto entrava em seu escritório. Ainda restavam alguns minutinhos antes da jornada de trabalho. Decidiu tomar um pouco de ar na sala de espera. Surpreendeu-se. Seu corpo respondeu rapidamente à visão. Respirou fundo, não queria que percebessem suas mãos frias e trêmulas. Esperou. Inspirou. Expirou. Com sorriso nos lábios cumprimentou a todos na sala. Bom dia! Que bom você por aqui. Pelo que vejo o projeto não ficará somente no papel, disse. Ele respondeu sorrindo. Ana nem se quer o escutou. Estava em êxtase. Apaixonada.
Seu nome era Gerard. Seus pais irlandeses vieram ao Brasil junto aos avós em meados da década de 60. Pele clara, olhos verde-escuros, cabelos castanhos. Todas as características de um fiel descendente irlandês. Tinha um pé em touro e outro em gêmeos. Essa mistura de signos fazia de sua personalidade um tanto quanto única. Introspectivo e comunicativo. Tranqüilo ao fazer suas diversas atividades simultâneas. Tímido mas engraçado e irônico. Era assim um dueto harmônico em uma só pessoa.
O trajeto entre a veterinária e o serviço não era muito longo. Enquanto observava as árvores no canteiro da estrada, Ana se lembrava da infância. Como era atrevida. Subia em árvores, jogava pingue-pongue e batia nos meninos maldosos. Sempre assim, uma justiceira.
Chegou à porta do prédio. Desceu do carro sentindo o toque leve da brisa matutina. Algo bom aconteceria, afirmou. Ouviu vozes no salão de reuniões enquanto entrava em seu escritório. Ainda restavam alguns minutinhos antes da jornada de trabalho. Decidiu tomar um pouco de ar na sala de espera. Surpreendeu-se. Seu corpo respondeu rapidamente à visão. Respirou fundo, não queria que percebessem suas mãos frias e trêmulas. Esperou. Inspirou. Expirou. Com sorriso nos lábios cumprimentou a todos na sala. Bom dia! Que bom você por aqui. Pelo que vejo o projeto não ficará somente no papel, disse. Ele respondeu sorrindo. Ana nem se quer o escutou. Estava em êxtase. Apaixonada.
Seu nome era Gerard. Seus pais irlandeses vieram ao Brasil junto aos avós em meados da década de 60. Pele clara, olhos verde-escuros, cabelos castanhos. Todas as características de um fiel descendente irlandês. Tinha um pé em touro e outro em gêmeos. Essa mistura de signos fazia de sua personalidade um tanto quanto única. Introspectivo e comunicativo. Tranqüilo ao fazer suas diversas atividades simultâneas. Tímido mas engraçado e irônico. Era assim um dueto harmônico em uma só pessoa.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
E foi assim, um encontro inesperado. III
Um romance à minha maneira.
Ela subiu as escadas. Jogou a bolsa pela mesa e dirigiu-se a janela. De lá, observava o movimento da avenida naquele dia nublado e chuvoso. Seu pensamento estava longe. Coração palpitante. Bendita hora a que decidiu olhar pela janela. Bem à frente o rapaz que a pouco encontrara conversava com dois homens. Engraçado, Ana pensou. Ele está no mesmo lugar em que o vi semanas atrás. Será que mora por aqui? Será que trabalha por ali?
Ela precisava saber. Passou a observar aquele local de tempos em tempos. A janela virou sua cúmplice. De nada adiantou. Nem sinal dele.
Questionou sua colega de trabalho. Queria informações sobre o projeto,mas não obteve êxito. Enquanto conversavam, Ana contava sobre as cartinhas que ela e o rapaz em questão trocaram no tempo de escola. Contava com empolgação sobre as caixas de bombom, presentinhos...
A chuva caía. Ventava forte e as ondas dos cabelos dourados se misturavam umedecendo-se. Não chegaria em casa tão cedo, acontecera um acidente segundos após sua passagem pela rotatória. Graças a Deus, exclamou exausta caindo em sua cama. Dormiu. Há tempos não pegava num sono tão profundo.
Levantou-se espreguiçando como quem havia sonhado com anjos. Preparou café, torradas e geléia de morango. Cena cômica. A cadela Tereza, acostumada a receber poucos pedacinhos, não conseguia entender. Rolava, corria, latia e Ana continuava com o pensamento longe. Caramba! É hora do seu banho filhota.
As duas passaram pelo jardim numa sincronia perfeita. Ana tinha tanto amor por sua cadela que seus olhos lacrimejavam apenas de pensar em perdê-la.
Ela subiu as escadas. Jogou a bolsa pela mesa e dirigiu-se a janela. De lá, observava o movimento da avenida naquele dia nublado e chuvoso. Seu pensamento estava longe. Coração palpitante. Bendita hora a que decidiu olhar pela janela. Bem à frente o rapaz que a pouco encontrara conversava com dois homens. Engraçado, Ana pensou. Ele está no mesmo lugar em que o vi semanas atrás. Será que mora por aqui? Será que trabalha por ali?
Ela precisava saber. Passou a observar aquele local de tempos em tempos. A janela virou sua cúmplice. De nada adiantou. Nem sinal dele.
Questionou sua colega de trabalho. Queria informações sobre o projeto,mas não obteve êxito. Enquanto conversavam, Ana contava sobre as cartinhas que ela e o rapaz em questão trocaram no tempo de escola. Contava com empolgação sobre as caixas de bombom, presentinhos...
A chuva caía. Ventava forte e as ondas dos cabelos dourados se misturavam umedecendo-se. Não chegaria em casa tão cedo, acontecera um acidente segundos após sua passagem pela rotatória. Graças a Deus, exclamou exausta caindo em sua cama. Dormiu. Há tempos não pegava num sono tão profundo.
Levantou-se espreguiçando como quem havia sonhado com anjos. Preparou café, torradas e geléia de morango. Cena cômica. A cadela Tereza, acostumada a receber poucos pedacinhos, não conseguia entender. Rolava, corria, latia e Ana continuava com o pensamento longe. Caramba! É hora do seu banho filhota.
As duas passaram pelo jardim numa sincronia perfeita. Ana tinha tanto amor por sua cadela que seus olhos lacrimejavam apenas de pensar em perdê-la.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
E foi assim, um encontro inesperado. II
II- Um romance à minha maneira.
Semanas se passaram. Ana continuava detestando acordar cedo pra trabalhar, embora soubesse que o trabalho ocupava sua mente e a poupava de viver suas crises existenciais. Gostaria mesmo era de morar em Fernando de Noronha e trabalhar como massagista à beira mar, sentindo aquele clima quente convidativo, desfrutando da natureza e se preocupando muito com o futuro das tartarugas marinhas e dos mimosos golfinhos. Impossível não seria, mas a vida nem sempre toma o rumo que a gente quer.
Era segunda-feira e como sempre a preguiça, o descontentamento e o desleixo acompanhavam a querida Ana.Creio que se soubesse o que a esperava, pelo menos teria colocado um salto. Ah, convenhamos uma mulher de salto tem seu lugar.
Seus pais a deixaram próximo ao prédio onde trabalhava. Não estava atrasada, e por incrível que pareça nesse dia não andava como se estivesse. Andou a passos curtos, pensando sabe-se lá em quê. Subiu alguns degraus e pra sua surpresa lá estava ele, o primeiro amor.
Sua fisionomia e seu físico sofreram algumas mudanças. De menino magrelo e rapaz sem jeito, se tornou um homem encorpado, de estatura mediana, com roupas simples e o mesmo olhar misterioso.
Cumprimentaram-se. Entre as palavras ditas e não ditas, ele disse que talvez passasse a freqüentar o prédio, pois estava pensando em fazer um projeto com algumas pessoas dali. Ana não pode conter seu entusiasmo, mostrando através de suas palavras o quanto gostaria que aquilo fosse colocado em prática. Claro,embora jamais dissesse,havia uma segunda intenção,se encontrariam mais vezes.
Despediram-se, muito formalmente. Nem se quer um abraço, nem mesmo um aperto de mão. Apenas encontrá-lo e ouvir sua voz já foi suficiente pra que o dia de Ana tomasse um rumo diferente. Novamente estava dando um troco na rotina.
Semanas se passaram. Ana continuava detestando acordar cedo pra trabalhar, embora soubesse que o trabalho ocupava sua mente e a poupava de viver suas crises existenciais. Gostaria mesmo era de morar em Fernando de Noronha e trabalhar como massagista à beira mar, sentindo aquele clima quente convidativo, desfrutando da natureza e se preocupando muito com o futuro das tartarugas marinhas e dos mimosos golfinhos. Impossível não seria, mas a vida nem sempre toma o rumo que a gente quer.
Era segunda-feira e como sempre a preguiça, o descontentamento e o desleixo acompanhavam a querida Ana.Creio que se soubesse o que a esperava, pelo menos teria colocado um salto. Ah, convenhamos uma mulher de salto tem seu lugar.
Seus pais a deixaram próximo ao prédio onde trabalhava. Não estava atrasada, e por incrível que pareça nesse dia não andava como se estivesse. Andou a passos curtos, pensando sabe-se lá em quê. Subiu alguns degraus e pra sua surpresa lá estava ele, o primeiro amor.
Sua fisionomia e seu físico sofreram algumas mudanças. De menino magrelo e rapaz sem jeito, se tornou um homem encorpado, de estatura mediana, com roupas simples e o mesmo olhar misterioso.
Cumprimentaram-se. Entre as palavras ditas e não ditas, ele disse que talvez passasse a freqüentar o prédio, pois estava pensando em fazer um projeto com algumas pessoas dali. Ana não pode conter seu entusiasmo, mostrando através de suas palavras o quanto gostaria que aquilo fosse colocado em prática. Claro,embora jamais dissesse,havia uma segunda intenção,se encontrariam mais vezes.
Despediram-se, muito formalmente. Nem se quer um abraço, nem mesmo um aperto de mão. Apenas encontrá-lo e ouvir sua voz já foi suficiente pra que o dia de Ana tomasse um rumo diferente. Novamente estava dando um troco na rotina.
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